segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
"Como é grande o meu amor por você"
Carrefour *-*
Esse emprego pegou de mim o tempo e a disposição. Os funcionários vivem pra lá,vejo isso por minha observação de longos meses. É estranho chegar e saber que funcionários entraram ás 7:00 da manhã,vão embora não sei que horas da noite e assim permanecem durante longos dias. E não é somente eu quem acha isso, acredito que o mercado inteiro. “Ouço “á todo momento “Tem que ser louco pra trabalhar aqui”,” O Carrefour não é vida”, ou coisas do tipo. Concordo, em partes, pois, alguém tem que fazê-lo funcionar, mas não precisa ser escravizado para isso. Nunca ouvi um comentário bom daquele lugar a não serem os da diretora. Ah, essa não conta. Também, olha o cargo, rs.
Reclamo, porém, somente quando paro para pensar é que percebo como gosto de lá. Dia 3 de abril quando cheguei, achei que não me adaptaria no ambiente, afinal sempre fui tão tímida, que jamais pensei em conversar espontaneamente com qualquer pessoa. Mas, foi diferente. Pouco a pouco fui conhecendo o local, o método de trabalho e as pessoas.
terça-feira, 27 de outubro de 2009
VAAAAMOOS LÁ!
domingo, 25 de outubro de 2009
Mais já?
Saudades do tempo de vida á toa.. :}
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
O incrível mundo das formigas...
Lá estava eu no quarto de minha mãe guardando alguns pertences, quando do nada resolvo sentar na cama. Sem motivo algum olho para a parede e me deparo com muitas pequenas formigas seguindo uma trilha não marcada, e ao ver todo o trajeto que elas faziam me veio á cabeça o que elas estariam fazendo, para aonde estavam indo, e onde construíram seu habitat.
Minha curiosidade era tão grande, que após observá-las durante alguns segundos resolvi colocar algo entre elas, interrompendo a passagem das mesmas pela trilha onde seguiam. Todas se assustaram, começaram a correr e se espalhar por um grande pedaço da parede, desesperadas, como se nem soubessem o que realmente estavam fazendo. Foi então que eu deixei o caminho livre, e pude perceber que elas pareciam se comunicar. Continuavam a correr, mais paravam de uma em uma para dar um aviso, trocar alguma palavra, ou pedir uma espécie de “socorro”, e ao ver todo aquele movimento, duas delas me chamaram a atenção. Uma delas parecia estar machucada ou desmaiada, não consegui perceber ao certo, e a outra estava em desespero tentando ajudar a que estava ali imóvel, enquanto as demais nem se preocupavam em parar para saber o que se passava. Foi aí que a formiga desesperada juntou todas as suas forças e começou a puxar a outra na direção de seu esconderijo.
Aquela cena me deu tristeza, pois eu nada poderia fazer, elas são muito pequenas, e caso eu tentasse ajudar poderia fazer um estrago maior. E por outro lado, eu parei para pensar: “Será que as formigas são tão individuais quanto nós seres humanos?”. Sempre as vi trabalhar unidas, porém em um momento de angústia para uma delas, onde estavam às companheiras para oferecer ajuda?
Ainda assim, acredito que,como existem seres humanos de boa índole, as formigas também tem esse “dom”.Ainda mais aquela, cujo foi tão bondosa e ajudou sua companheira.
domingo, 7 de junho de 2009
Uma ferida,uma riqueza.
Sempre amei animais,mas digo que minha paixão verdadeira são os cachorros.
Por volta de 1998 meu pai resolveu comprar uma cachorrinha para conviver conosco.O ato foi feito,e ali estava a minha Paty, pequena,meiga,doce,e logo então um grande carinho nasceu em mim.Ela era o "bebê" da casa,e todos nós a tratávamos muito bem.
Mas a vida seguindo o seu destino,não contribuiu para a total felicidade da família.
Em 99 uma tia de meu pai que habitava no Litoral,foi visitar seus filhos no Japão,e pediu que nós tomássemos conta da casa enquanto ela ficasse fora.Minha mãe que não trabalhava na época resolveu passar alguns dias com meu irmão na praia,já eu e meu pai ficávamos em São Paulo,por conta do trabalho e da escola. A paty,claro,foi junto para lá,já que era bem apegada a minha mãe.Só os via de fins de semana,pois era o tempo disponível que tínhamos para passar com todos.
Até que então,minha mãe resolveu "subir" pra São Paulo,e deixar a paty junto com as outras cachorras que moravam lá,somente por alguns dias.Depois disso não me recordo de muitas coisas,somente do dia em que recebi a notícia que ela havia desaparecido.Um dia de semana,eu estava no meu quarto arrumando algo,ou limpando.Foi um choque para mim,em pensar que ela poderia estar sozinha no meio de uma cidade pela qual não conhecia.Espalhamos cartazes,e demos voltas e voltas de carro pelas ruas,mas tudo foi em vão.
O pior era dar a notícia a meu irmão que era muito novinho,mas que amava demais a paty.
Chagamos lá no sábado,e ele foi correndo para os fundos chamando: “Paaaaaaaty”.Eu e meus pais começamos a chorar e tentamos explicar o ocorrido,mas ele não quis saber e além de chorar muito,com o passar dos dias foi ficando doente.Nada o fazia melhorar,até que então meu pai resolveu comprar outra cachorra,da mesma cor,raça e colocar até o mesmo nome.E assim foi feito,um veterinário nos mostrou um pequeno caixote,cujo continham quatro pequenos cachorros,dois machos e duas fêmeas.Eu e meu irmão ficamos de escolher qual iríamos querer,mas na mesma hora apontamos para uma delas.O motivo? Simples: Nossos olhares se cruzaram com uma intensidade indescritível,e naquele instante tínhamos a certeza de que aquele seria o ser cujo fariam nossas vidas brilharem novamente.
Desde então,seu nome é Paty,tem 8 anos e além de xodó da família,é a minha maior riqueza.
Apesar de tudo,não deixo de pensar no meu outro tesouro,e como se findou toda essa história.
A vida têm o seu destino,e tudo acontece no tempo exato.Ela pode nos trazer tristes mágoas,mas de cada tristeza a lembrança da felicidade que se foi e a chance de renovar aquilo que foi destruído.Que assim seja...
domingo, 31 de maio de 2009
Depois de algum tempo....
Depois de algum tempo descobrimos que amadurecemos nossos pensamentos, mudamos algumas altitudes e que nem sempre as pessoas vão aceitar a pessoa cujo somos agora.
Descobrimos que que as amizades se desgastam e que o amor perde o brilho inicial.
Depois de algum tempo descobrimos que nem uma vida inteira é suficiente para conhecermos a nós mesmos, quanto mais aos outros. Aprendemos á dar mais valor a família, as coisas mais simples. Passamos a reconhecer que a maioria dos sacrifícios nos trouxe algo de gratificante, e que não podemos reclamar da vida que temos, pois as dores ou alegrias de hoje são apenas conseqüência de nossos atos.