sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Lembranças de uma vida


PARTE 1

Não sei de onde veio a grande vontade de escrever um livro, um conto ou uma autobiografia talvez, mas, aqui está.
Tudo começou em uma noite de outono. Fazia frio e estava chuvoso. Como sempre Estava em meu quarto triste, magoada e pensativa. Resolvera escrever, pois, essa era uma grande vontade minha, e continua sendo até os dias atuais.
Nessa época estava trabalhando no Menccocini donatelli, um salão de beleza. Entro em detalhes no decorrer da história.  Morava, ou melhor, moro na casa macumbenta, como sempre chamei o lugar que destruiu minha família por algum tempo, se é que cheguei a ter uma alguma vez.
Não me lembro de quando me dei por gente. Os momentos foram acontecendo e hoje tenho lembranças do que provavelmente existiu.
Pelo menos para eu tudo começou em Minas, minha avó morava em Uberlândia. O bairro era Morada nova, existe até hoje e as mudanças são diversas.
A casa ficava na rua um. Pra ser mais específica era uma chacrinha, tudo era pura terra e existiam poucas por ali. Percebo pelas fotos. Não era pintada, nem grande, mas eu me divertia. Passava vários meses com os meus avós e depois voltava pra São Paulo, pois, meu pai não aguentava ficar muito tempo longe de mim e ia me buscar.
 De uma coisa lembro-me muito bem, os besouros no chão de terra a noite. As ruas não tinham muita iluminação naquela época, e eles aproveitavam. Eu morria de medo! Via aquelas coisinhas pretas grudadas no chão e me apavorava. Fora o grande medo que eu tinha de lagartixas. Lá eram muitas nas paradas e por diversas vezes cheguei a não dormir com medo de alguma me pegar. Meu vô arrastava minha cama até a do lado da cama deles para eu dormir mais tranquila.
Tinha o Sr.Pedro também. Lembro-me da casa com um pé de chuchu show de bola em cima de toda a varanda, mas dele não. Só sei que ele foi muito amigo de meus avós, e nem sei se o mesmo se encontra vivo hoje. Por falar nisso havia outra vizinha, cujo minha avó era bem amiga. Só me lembro que ela tinha uma filha pequena que nem eu era, que se chamava Bruna e tinha o apelido de tartaruga. Brincávamos bastante, mas não me recordo nada dela.
.....
O resto fica pra próxima.

LS PUBLICAÇÕES

Há quanto tempo eu não arranjava nada. Precisava de um emprego, e sei que não fui fresca em escolher algum em que eu não trabalhasse de domingo. Estava difícil, mas eu sabia que tinha a capacidade de conseguir. Um dia a Tamires, uma prima minha de terceiro grau me ligou e me informou de seu emprego. Logo me entusiasmei, parecia ser tão bom, benefícios, dinheiro, de segunda á sexta; Tem coisa melhor?
 Ela havia conseguido uma entrevista, e eu fiquei contentíssima. Então, no dia, Fui á estação república com a minha tia, toda contente esperando conseguir o emprego que eu queria. Só de saber como era, pensava que ia me dar bem depois de tanto tempo se frustrando, caso entrasse, claro.
Cheguei a um dos prédios, preenchi fichas, e logo em seguida eu e mais alguns fomos encaminhados para o prédio que se localizava na rua de trás. Mais uma dinâmica, muito chata por sinal. Nunca esqueço a cara daquela supervisora: Leda, que mulher mais chata e arrogante. Além de uma safada, que dá golpe nos outros. Ainda assim quando entrei pensei que ela não ia com a minha cara, mas, graças a deus eu não fui para sua turma.
Passei e começaria no outro dia. Eba! Indo mais adiante, logo no dia seguinte  cheguei lá e fui encaminhada para uma sala. Lá havia mais pessoas, as do dia anterior que haviam passado comigo. Recebemos uns papéis, e até hoje me lembro das frases de lá: “Bom dia, senhor. Meu nome é tal e eu sou da lista telefônica”, “O senhor já paga esse valor em sua assinatura mensal da conta telefônica”. 
Passamos por um treinamento, ou, fingimento pra quem quiser chamar. Não tinha segredo: era enganar e pronto. E logo no primeiro dia eu descobri que o tão sonhado emprego era sem mais uma empresa que tirava dinheiro das pessoas através de golpes telefônicos. Fique ali por três semanas, semanas em que eu chorava quase todos os dias por ter que me submeter a esse tipo de trabalho, até que não aguentei e pedi minhas contas e parti em busca de outra coisa. Jamais ficaria feliz em ter um salário sujo, essa é a realidade. Dar golpe nas pessoas não é a minha praia, e sei que nunca será. Nem nessa, nem em nenhuma outra “LISTA TELEFÔNICA” como chamam, eu piso mais, ou melhor: golpes em pessoas? Não, eu não sou disso.



Doces momentos...


Será que há perdão para um erro cometido sem querer?
Algo que me arrependo profundamente e que Tentei evitar,
Mas não resisti aos seus encantos,
Agora convivo com sentimentos desconhecidos.
E Por mais que tempo passe
Meu coração insiste em lembrar
Dos doces momentos
Em que senti o sabor da felicidade....