sexta-feira, 27 de janeiro de 2012


LS PUBLICAÇÕES

Há quanto tempo eu não arranjava nada. Precisava de um emprego, e sei que não fui fresca em escolher algum em que eu não trabalhasse de domingo. Estava difícil, mas eu sabia que tinha a capacidade de conseguir. Um dia a Tamires, uma prima minha de terceiro grau me ligou e me informou de seu emprego. Logo me entusiasmei, parecia ser tão bom, benefícios, dinheiro, de segunda á sexta; Tem coisa melhor?
 Ela havia conseguido uma entrevista, e eu fiquei contentíssima. Então, no dia, Fui á estação república com a minha tia, toda contente esperando conseguir o emprego que eu queria. Só de saber como era, pensava que ia me dar bem depois de tanto tempo se frustrando, caso entrasse, claro.
Cheguei a um dos prédios, preenchi fichas, e logo em seguida eu e mais alguns fomos encaminhados para o prédio que se localizava na rua de trás. Mais uma dinâmica, muito chata por sinal. Nunca esqueço a cara daquela supervisora: Leda, que mulher mais chata e arrogante. Além de uma safada, que dá golpe nos outros. Ainda assim quando entrei pensei que ela não ia com a minha cara, mas, graças a deus eu não fui para sua turma.
Passei e começaria no outro dia. Eba! Indo mais adiante, logo no dia seguinte  cheguei lá e fui encaminhada para uma sala. Lá havia mais pessoas, as do dia anterior que haviam passado comigo. Recebemos uns papéis, e até hoje me lembro das frases de lá: “Bom dia, senhor. Meu nome é tal e eu sou da lista telefônica”, “O senhor já paga esse valor em sua assinatura mensal da conta telefônica”. 
Passamos por um treinamento, ou, fingimento pra quem quiser chamar. Não tinha segredo: era enganar e pronto. E logo no primeiro dia eu descobri que o tão sonhado emprego era sem mais uma empresa que tirava dinheiro das pessoas através de golpes telefônicos. Fique ali por três semanas, semanas em que eu chorava quase todos os dias por ter que me submeter a esse tipo de trabalho, até que não aguentei e pedi minhas contas e parti em busca de outra coisa. Jamais ficaria feliz em ter um salário sujo, essa é a realidade. Dar golpe nas pessoas não é a minha praia, e sei que nunca será. Nem nessa, nem em nenhuma outra “LISTA TELEFÔNICA” como chamam, eu piso mais, ou melhor: golpes em pessoas? Não, eu não sou disso.



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