domingo, 7 de junho de 2009

Uma ferida,uma riqueza.

Sempre amei animais,mas digo que minha paixão verdadeira são os cachorros.
Por volta de 1998 meu pai resolveu comprar uma cachorrinha para conviver conosco.O ato foi feito,e ali estava a minha Paty, pequena,meiga,doce,e logo então um grande carinho nasceu em mim.Ela era o "bebê" da casa,e todos nós a tratávamos muito bem.
Mas a vida seguindo o seu destino,não contribuiu para a total felicidade da família.
Em 99 uma tia de meu pai que habitava no Litoral,foi visitar seus filhos no Japão,e pediu que nós tomássemos conta da casa enquanto ela ficasse fora.Minha mãe que não trabalhava na época resolveu passar alguns dias com meu irmão na praia,já eu e meu pai ficávamos em São Paulo,por conta do trabalho e da escola. A paty,claro,foi junto para lá,já que era bem apegada a minha mãe.Só os via de fins de semana,pois era o tempo disponível que tínhamos para passar com todos.
Até que então,minha mãe resolveu "subir" pra São Paulo,e deixar a paty junto com as outras cachorras que moravam lá,somente por alguns dias.Depois disso não me recordo de muitas coisas,somente do dia em que recebi a notícia que ela havia desaparecido.Um dia de semana,eu estava no meu quarto arrumando algo,ou limpando.Foi um choque para mim,em pensar que ela poderia estar sozinha no meio de uma cidade pela qual não conhecia.Espalhamos cartazes,e demos voltas e voltas de carro pelas ruas,mas tudo foi em vão.
O pior era dar a notícia a meu irmão que era muito novinho,mas que amava demais a paty.
Chagamos lá no sábado,e ele foi correndo para os fundos chamando: “Paaaaaaaty”.Eu e meus pais começamos a chorar e tentamos explicar o ocorrido,mas ele não quis saber e além de chorar muito,com o passar dos dias foi ficando doente.Nada o fazia melhorar,até que então meu pai resolveu comprar outra cachorra,da mesma cor,raça e colocar até o mesmo nome.E assim foi feito,um veterinário nos mostrou um pequeno caixote,cujo continham quatro pequenos cachorros,dois machos e duas fêmeas.Eu e meu irmão ficamos de escolher qual iríamos querer,mas na mesma hora apontamos para uma delas.O motivo? Simples: Nossos olhares se cruzaram com uma intensidade indescritível,e naquele instante tínhamos a certeza de que aquele seria o ser cujo fariam nossas vidas brilharem novamente.
Desde então,seu nome é Paty,tem 8 anos e além de xodó da família,é a minha maior riqueza.
Apesar de tudo,não deixo de pensar no meu outro tesouro,e como se findou toda essa história.
A vida têm o seu destino,e tudo acontece no tempo exato.Ela pode nos trazer tristes mágoas,mas de cada tristeza a lembrança da felicidade que se foi e a chance de renovar aquilo que foi destruído.Que assim seja...